para ela

Há muito tempo que deixei de saber o que falar sobre ti, o que sentir em relação a ti, a nós, sobre a situação em que estamos e sobre o drama que nos acompanha e envolve, ainda que tentemos fugir dele.
Às vezes sinto que não tem de ser, que isto são mensagens subliminares do universo gritando: "não fiquem juntas" porque começa a ser demais, sabes?
O pior é que gosto de ti... E se não gostasse seria tão fácil desprender. Se não gostasse não estaria aqui a escrever isto sabendo que nem sequer te vou mandar. Não existiriam todos estes impasses que hora me levam pra ti, hora afastam bruscamente.
Claro que me habituava à tua ausência, quaquer ser humano é capaz de renunciar ao amor; simplesmente custaria muito mais.
És um enigma na minha vida, um cubo de rubik e, acredita, às vezes nem sei se quero descodificar. O teu mistério tem destas coisas: da mesma maneira que me frustra, me envolve.
Talvez tenha mesmo de ser assim, talvez tenha de viver tudo isto e vou entender por quê em algum ponto da minha vida.
Que caos causas tu quando apareces, remexendo em todos os sentimentos que jamais pensei sentir de novo, trazendo de volta para mim a inocência de viver novamente um amor ardente, que me acalma e acelera o coração.
Quem és tu, que agitou o mar calmo que existia em mim, mudando para sempre a minha natureza, com toda a minha licença, sem sequer notar?
E em dias calmos, vejo-te, é claro, e se estou ao teu lado não há outro sítio onde prefira estar.

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