É estranho, sabes? Durante muito tempo nunca questionei o que sentia por ti. Nem quando me desiludias, nem quando me sentia atraída por outra pessoa, nem quando tinha vontade de beijar essa outra pessoa, ou essas outras pessoas porque ao longo do tempo mil e uma pessoas entraram na minha vida e nenhuma, em tempo algum, conseguiu expulsar-te da minha cabeça. Não é irónico? Quer dizer, andei a lutar por ti e a tentar esquecer-te ao mesmo tempo com vários tipos de homens porque o que tinha em mente era que o que se aprende, esquece-se, ou aplica-se de forma melhorada e porquê que eu não podia esquecer ou aplicar, de forma melhorada e em outra pessoa, tudo o que me ensinaste? (...) Confesso-te que quando te disse que ia baixar as armas e repousar durante um tempo, esperando que fosse para sempre, não o fiz. E foi quando achei que não ia conseguir fazê-lo de maneira nenhuma que voltaste, porque voltas sempre, porque sabes que posso não ser a tua casa mas tens vip pass para ficares enquanto quiseres. (...) Não te esqueci, só não costumo lembrar-me de que foste a única pessoa a construir-me e a destruir-me com a naturalidade de quem vai a Belém ao Domingo e é por isso que não te falo mais.
é como.. cada vez que tento explicar as coisas para que as pessoas saibam que eu também sinto as merdas, um muro enorme se forma e se estende à minha volta. e eu não posso falar. eu nem sequer sei o que dizer. e pra quê? vão mesmo ouvir-me?
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