"Ele não é a minha terceira, nem a minha segunda alternativa. Ele é a minha escolha. E amanhã, quando acordar, eu vou escolhê-lo de novo." A primeira vez que li esta frase pensei em ti. Pensei em nós e em como o amor que sinto por ti só evoluiu ao longo dos meses em que estavas comigo. Acredito que ele seja superior a tudo e que, mesmo que aches infantil e estúpido, vou ficar ao teu lado para sempre, como amiga ou namorada, ou como ambos, quem sabe? Eu não. Mas acredito e espero que tu comeces a fazê-lo porque não vejo razões para me separar de quem mais amo. (...) Amo-te. Amo-te e é incrível as certezas que tenho ao dizer isto, como se soubesse ao menos definir o amor para poder compreendê-lo e compará-lo à dimensão do sentimento que te tenho. Sei que é enorme. Que exige trabalho árduo de ambas as partes e que, quando é verdadeiro, é eterno. Portanto, mais uma vez, digo-te que é bom que comeces a acreditar que terás de "levar comigo" até aos fins dos teus dias. (...) Escrever para ti é sempre uma incógnita. Afinal, como se escreve a descrever uma relação que tu nem sequer percebes? Na verdade, nem quero perceber. Eu gosto e sei que gostas, o que acontece depois é um bónus que eu, podes ter a certeza, estimarei. (...) Adoro lembrar-me de como esta brincadeira tornou-se em algo sério, em algo firme, em como tu, um-rapaz-qualquer-da-net-que-eu-adicionei-por-engano, se tornou no rapaz-de-olhos-de-abacaxi-que-me-faz-feliz. Não podia deixar de mencionar - como faço muitas vezes para que te recordes e nunca, em tempo algum, te esqueças - que me fazes rir e que, para mim, é e será até que morra o suficiente para me teres. (...) Sei que pediste um testamento porque estás aborrecido, sem nada para fazer, ou pelo menos nada que te apeteça fazer, mas não há muito para dizer quando, para mim, um amo-te engloba tudo o que podia escrever aqui: respeito-te. O teu espaço, as tuas coisas, tudo o que acho que devias e queres que seja só teu porque percebo que todos precisamos disso. Mesmo que em tempos te tenha negado essa liberdade. Confio em ti mais do que em qualquer pessoa porque, para te ser sincera, admiro que tenhas lata para me dizer o que não quero ouvir e, se assim o é, não tenho razões para duvidar de ti. Estimo-te, porque a minha mãe educou-me assim, a estimar o que é meu e tu, lamento informar-te, és mais do que minha propriedade. Orgulho-me de ti mais e mais a cada dia que passa porque tornaste-te numa pessoa fantástica mesmo depois das tretas que tiveste de aturar. Não só de mim, como da tua mãe - que sei que é difícil de lidar - e das pessoas que passaram, ficaram e saíram da tua vida, não interessa o porquê. Apoio-te em qualquer decisão que tomes, mesmo que eu não concorde porque acredito que sabes lidar com as consequências dos teus actos, sejam elas boas ou más e que, essencialmente, não precisas de ninguém a controlar os teus passos e a fazer-te listas do certo e errado. "O que tem de ser, é" e se errares, só vais aprender com isso. E eu? Estou aqui, como sempre estive, como, garantidamente, - e faço questão de dizer-te isto várias vezes ao longo do texto - vou estar sempre que precisares.

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