Tenho medo que espere à toa. Tenho medo que tu me esqueças e, principalmente, medo de esquecer-te porque sei que, assim que meter na cabeça que já não dá, não dará mesmo. aceitar o quê? lutei por ti, david. lutei e não obti rigorosamente nada. já usei esta expressão mas volto a citá-la: nada x nada, com + nada, = a nada. e é frustrante. só. podia usar mil adjectivos mas não me vem nada a cabeça. é estúpido. atingiste o mais alto dos patamares e nem sequer quiseste saber. e eu quis, quis sempre. procurei sempre procurar-te, encaixar-te na minha vida como se fosse minha obrigação manter-te no meu mundo. não era, não era mesmo. tinhas de ficar porque te sentias bem, porque precisavas ou, sei lá, porque querias. querer.. era o bastante. eu sei que disseste que não estás com paciência mas, infelizmente ou felizmente, há coisas que não se adiam. ou seja que fui, - e nem sequer é a primeira vez que te digo isto - provavelmente, a mulher mais insistente que conheceste. que mais lutou, que mais quis, que mais desejou que te sentisses bem, sempre, a qualquer hora, 24 sob 24. que, errando ou não, sempre te pediu desculpa. humildemente. porque nem sequer me importava quem tinha errado ou qual era o erro. importavam-me mais as consequências e, se ficar mal contigo era uma delas, que se lixe, percebes? faria - e ainda hoje faço - qualquer coisa p não te perder. sim, tenho ataques, IMENSOS. magoo-te, arrependo-me, e volto a magoar-te. mas sabes que mais? no final das contas estive sempre aqui. mesmo depois de ter chorado rios de lágrimas por coisas que, secalhar pra ti, não faziam sentido. tu quebraste apoios, geraste odios, puseste o meu mundo do avesso e eu lá me fiz mulher e construi tudo de novo. sempre o fiz, mesmo quando não notas. isto - e chamo-lhe "isto" porque nem sei designá-lo - é tudo novo para mim. e eu não sei se aguento mais.. eu não sei se quero continuar a lutar por ti, com a mesma insistencia, com o mesmo trabalho arduo e com a mesma paciência que, acredita, cresceu imenso. e eu sei que vai ser muito difícil quando desistir de ti. eu sei que vou sentir imenso a tua falta. eu sei que vai apetecer-me desistir de desistir de ti. que vai apetecer-me mandar-te msg e dizer que ainda te amo. mas eu.. epá eu não aguento mais.. soz :/
quando te digo que não gosto, é porque não gosto mesmo. não teria necessidade de dizer-to se fosse indiferente para mim. não é. e se sabes que não é, porquê que insistes? porque não compreendes? eu não confio. não confio mesmo. já ouvi e vi demais para conseguir fazê-lo. e tu, depois de saberes de tudo o que sei ainda consegues prejudicar mais. ainda consegues mandar mais areia e enterrar-me lá no fundo. (...) imagina se eu fizesse o mesmo, gostavas? aturavas-me se fosse constantemente arrogante contigo e super querida para os teus amigos? continuavas comigo? quando eu te deixasse no chão, levantavas-te e mantinhas-te de pé? como se não fosse relativo, porque sabias que mais dia menos dia ias ver qualquer coisa e ias querer mandar-te sozinho. porque a sensação de estar no chão é melhor. não vês, não falas nem sentes. e se não sentes não amas. e se não amas, não te magoas. e no fundo eu só não quero magoar-me. ...
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