admito que sou impulsiva, que o meu humor é inconstante, que sou uma ciumenta incurável. para falar verdade, qualquer coisa é motivo p eu ter ciumes embora não os tenha se confiar na pessoa em questão. de todo. não tenho grande paciência p discutir mas se estivermos a meio de uma briga faço o que for preciso p afectar a outra pessoa. principalmente dizendo coisas que não sinto. tenho uma auto estima baixa e sinceramente às vezes não consigo resistir a chorar quando me vejo ao espelho. não conto isto a muita gente. aliás, há uns meses que não falo com muita gente. se calhar é mau dizer "tou me a cagar" a tudo. não estou, mas caga nisso. é difícil lidar comigo. eu assumo a culpa disso.
eu não aceito é que sejas o que és comigo. não comigo. não com a pessoa que esteve aqui para ti quando não tinhas ponta por onde te virar. não depois de tudo o que passei. não depois de ter com lidar com dezenas de mulheres que mal sabem quem tu és. não te atrevas a dizer que eu desisti há muito quando não me amparaste, quando tu nem sequer fizeste o contrário. tu não sabes de nada. rigorosamente nada. e a culpa não é minha ainda que me culpes. deixo-te fazê-lo, afinal já me tornei perita a lamentar os teus próprios erros como se fossem meus, como se o facto de eu existir e estar perdida de amores por ti fizessem com que tivesses vontade de ter outras, de ser arrogante para mim e de esperar que eu aceite tudo. nunca calada. não ouses sequer falar do que quer que seja que eu tenha feito quando não tiveste melhores atitudes porque seja eu o que for, pelo menos tentei.
tens razão quando dizes que me afastei. que ia eu fazer naquele ponto? esperar mais pelo momento certo? esperar mais para que desse? se não fosses quem és eu já tinha seguido em frente e isso para mim era o suficiente para ter a certeza que tinha tudo.
p.s: é intrigante como consegues ter constantemente duas caras. mando-te isto porque eu prometi a ti e a mim que não te ia deixar nunca, lol, e não quebro promessas.

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